Quando algo me prende a atenção, não é só minha atenção que fica presa. É corpo, mente e espírito, até a ponta do mais alto fio de cabelo fica envolvido. Até onde eu sei, é impossível me libertar, a não ser que alguém pague minha fiança e me puxe para fora. Nesse ponto, eu já não consigo mais me diferenciar da prisão. Estou vivendo a mim mesmo plenamente, e eu posso até me convencer de que eu sou apenas isso e que qualquer coisa além é ilusão.
Permaneço fixo no chão, mas estou passeando entre as nuvens. Eu sei onde estou, mas me sinto perdido. Torno-me mais disfuncional do que executivo, incapaz até de pedir ajuda.
Depois de pagar a minha pena, se esta resultar em algo que seja útil, ainda posso me orgulhar. Se não, devo aceitar que perdi tempo e seguir em frente.
E sabe qual a pior parte de tudo isso: fico ansioso para ser preso novamente!
. . .
Saiba mais sobre meus hiperfocos como autista no meu livro Autismo Aos 26.