A ansiedade é meu vício, minha amiga, que mora comigo. Incomoda, é insuportável; mas nos poucos segundos que está fora, já sinto saudade de sua companhia.
Ela me apresenta o futuro e esconde de mim o presente, porque não liga para o medo que tenho do que virá. Quando vê que estou perto de encontrá-lo, se finge de sonsa e diz que já ia me entregar.
Quando o hoje está comigo, briga com ele e o expulsa, porque diz que o amanhã é melhor para mim. Depois que o amanhã finalmente vai embora, tenho saudades do hoje, mas ele está distante e já até virou a esquina.
A ansiedade é minha amiga. A ansiedade é meu vício. O que seria da minha vida sem ela? Não faço ideia. Só sei que ela estará sempre comigo.
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